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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MANGABEIRA - Este ano o distrito comemora o centenário de Dr. João Gonçalves de Souza

Este ano Mangabeira e porque não dizer o município de Lavras da Mangabeira, comemora o Centenário do seu filho mais ilustre o Dr. João Gonçalves de Souza.

A AICADEM programa então uma série de ações que visam as comemorações durante todo o ano.

O
ponto principal das comemorações será no dia 20 de agosto data do aniversário do Dr João.

Neste dia 16 de janeiro data em que completam 34 anos de sua morte foi afixada na entrada de Mangabeira uma placa marcando o lançamento do Projeto. Onde várias pessoas da Comunidade estiveram presentes.

A noite Durante a novena foi feita uma reflexão pelos Padres Lindomar e Ferrer e pelo Presidente da AICADEM Cícero Vieira Lima.


Biografia do Dr. João Gonçalves de Souza


Filho de Joaquim Gonçalves de Souza e de Joana Duarte Passos, nasceu João Gonçalves de Souza no Distrito de Mangabeira, Município de Lavras, aos 20 de agosto de 1913. As primeiras letras aprendeu-as na terra natal e prosseguiu os estudos no Ginásio do Crato. Quando ginasiano, mais por questão de sobrevivência que de vontade, teve que abandonar os estudos por algum tempo e trabalhar como apontador de estrada de rodagem. Concluindo a escolaridade média com sacrifício, rumou para Salvador na Bahia e de lá para o Rio de Janeiro, a bordo de um navio, com uma passagem de segunda classe concedia pelo então governador baiano, Juraci Magalhães. Em chegando ao Rio, a primeira oportunidade de emprego que lhe apareceu foi a de sacristão, que aceitou sem relutância. Progredindo assustadoramente, em 1935 matriculava-se na Escola Nacional de Agronomia, para sair Engenheiro-Agrônomo em 1939. Paralelamente, de 1935 a 1940, cursou a Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, por onde saiu Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Master Of Science em Sociologia Rural pela Wiscousin University, Madison Wincoursin, Estados Unidos da América, de 1944 a 1946, defendendo tese intitulada THE REGIONAL APROACH IN EXPLORING THE NORTH SECTION OF BRAZIL. Fez também estudos de doutoramento com vistas a PHD (Sociologia Comparada, Economia Agrícola e Problemas Demográficos) na American University, em Washington D.C. e na Maryland University, de 1957 a 1958. Na sua vasta experiência profissional, João Gonçalves de Souza ocupou as seguintes funções: funcionário do quadro de técnicos do Ministério da Agricultura; por concurso, Assessor Técnico do Ministério da Agricultura em problemas de economia rural, de 1940 a 1953; integrante do quadro de técnicos do Ministério da Agricultura que fez o estudo preliminar dos municípios sob a influência de Paulo Afonso, com base para a fundação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), publicando monografia sobre essa área do São Francisco (1946). 


BIOGRAFIA

JOÃO GONÇALVES DE SOUSA:

Por Pedro Luiz Cândido de Oliveira

Nascido em 20 de agosto de 1913, João Gonçalves de Sousa é, indiscutivelmente, o conterrâneo que mais contribuiu para o desenvolvimento de sua terra natal, sendo responsável direto pela construção de vários equipamentos públicos de extrema importância para nossa região, como por exemplo o abastecimento d'água, a lavanderia pública, a interligação com as cidades de Cedro, Lavras da Mangabeira e Várzea Alegre através de pista asfaltada e a influência para a implantação do Ginásio São José.
Ao longo de sua respeitadíssima carreira, ocupou postos da mais alta relevância na esfera federal, tendo sido, entre outros cargos relevantes, Superintendente da SUDENE (agosto de 1964 a junho de 1966) e Ministro do Interior (junho de 1966 a março de 1967), ambos durante o Governo Castelo Branco. Na esfera internacional foi, entre tantos outros cargos relevantes, Subsecretário da Organização dos Estados Americanos.
Sua formação acadêmica era invejável. Formado em Agronomia e em Direito, pela Escola Nacional de Agronomia e pela Universidade do Brasil, respectivamente. No exterior, obteve também os importantes títulos acadêmicos de Master of Science em Sociologia Rural, pela Wiscousin University e Doutorado (PHD) em Sociologia Comparada, Economia Agrícola e Problemas Demográficos pela American University, ambas universidades americanas. 
Entre seus trabalhos publicados e que se referem a temas técnicos de grande relevância, sendo inclusive obras de referência para os estudiosos do assunto, são os mais importantes:
•The Regional Aproach in Exploring The Northeastern Section of Brasil - Tese de Doutorado, de 1956.
•Migrações Nordestinas - Um Capítulo das Migrações Nordestinas no Brasil, de 1957.
•Algumas Experiências Extracontinentais de Reforma Agrária, de 1963.
•Nordeste Brasileiro: Uma Experiência de Desenvolvimento regional, de 1979.
Filho de Joaquim Gonçalves de Sousa (Quinco Gonçalves) e Joana Duarte Passos (Janoca), João Gonçalves iniciou os estudos com o saudoso Mestre Paulo ainda no São José. Quando o Bispo de Crato passou pela região em missão pastoral, Quinco Gonçalves lhe falou da inteligência do filho e pediu que o levasse para estudar em Crato, no que foi atendido.
Na cidade de Crato, foi encaminhado pelo Bispo ao Padre Pita, então diretor do Colégio Diocesano. Para pagar as despesas com seus estudos no Diocesano, trabalhava na Secretaria do Colégio. Mas a seca de 1932 foi severa e João Gonçalves teve que interromper os estudos e trabalhar como apontador de estrada de rodagem nas frentes de serviço no município de Icó. Passado esse período de sacrifícios, retornou ao Crato para terminar seus estudos de nível médio e decidiu ir para o Rio de Janeiro.
Viajou com pouquíssimo dinheiro, mas tinha consigo cartas de apresentação de alguns padres de Crato para os conhecidos do Rio de Janeiro, muitos deles cearenses. O dinheiro acabou em Salvador, mas obteve uma audiência com o Governador, o Capitão Juraci Magalhães, que era cearense (nesse tempo parece que era menos difícil falar com governadores) e conseguiu com ele uma passagem aérea até a então Capital da República, onde Getúlio Vargas estava no poder.  
No Rio de Janeiro, as cartas de apresentação abriram-lhe diversas portas, entre elas a da Paróquia de São João Batista da Lagoa, onde trabalhou como sacristão e na secretaria e cujo vigário era o Monsenhor Manoel Soares, cearense.
Retomou os estudos e passou no vestibular para as faculdades de Direito e Agronomia, ao mesmo tempo em que era professor de colégios da cidade. Após concluir a Faculdade de Direito assumiu a redação do jornal A Cruz, até hoje o órgão oficial de comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Ingressou no Ministério da Agricultura por Concurso Público, onde ocupou cargos técnicos importantes. Também por concurso foi professor de Economia e Sociologia Rural da Universidade Rural do Brasil. Nos anos seguintes fez muitas viagens internacionais representando o Brasil em organismos como ONU, FAO e OIT. Foi convidado a trabalhar no serviço de cooperação técnica da OEA em Washington, onde se encontrava em 1964, quando explodiu a revolução. O cearense e amigo Castelo Branco assume o poder e o convida para ocupar o cargo de superintendente da SUDENE. Em 1966, com a mudança ministerial, assume o Ministério do Interior (Pasta de Coordenação de Organismos Regionais, como era chamado na época – ver referência na obra de Roberto Campos, Lanterna na Popa). 
erminado o governo Castelo Branco, retornou para Washington como Subsecretário da OEA até 1976, quando se aposentou e voltou para o Brasil.
João Gonçalves foi, de acordo com os que com ele conviveram, uma pessoa religiosa, extremamente honesta, humilde, de grande saber técnico e um apaixonado por sua terra. Na sua vida funcional vitoriosa, foram fundamentais as relações que teve com a Igreja, o que lhe granjeou muitos contatos importantes numa época conturbada e difícil. O destino lhe foi propício, pois teve a oportunidade de associar sua inteligência e extenso saber técnico às contingências políticas que permitiram colocar no poder pessoas do seu círculo de amizade.
O São José teve a sorte de possuir, entre seus filhos, esse homem ilustre, que tantos benefícios trouxe para usa terra e sua gente. 

3 comentários:

  1. grande homem nosso conterraneo ilustre

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  2. A biografia de João Gonçalves de Souza, redigida por Pedro Luiz Cândido de Oliveira, faz jus ao grande homem que foi o Dr.João Gonçalves. Falta apenas a data do seu falecimento. Quanto à mãe do biografado, vale esclarecer que Joana Duarte dos Passos não tinha o apelido de Janoca; este era o nome da segunda esposa de Quinco Gonçalves. A passagem da Bahia para o Rio de Janeiro foi de segunda classe, em navio do Loyd Brasileiro, e não de avião. O jornal A CRUZ, de que foi Redator-Chefe por alguns anos, já deixou de circular faz algumas décadas. São as correções que venho sugerir, a bem da verdade. Grato a quem puder efetuar as correções. Vicente Francimar de Oliveira.


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  3. A biografia de João Gonçalves de Souza, redigida por Pedro Luiz Cândido de Oliveira, faz jus ao grande homem que foi o Dr.João Gonçalves. Falta apenas a data do seu falecimento. Quanto à mãe do biografado, vale esclarecer que Joana Duarte dos Passos não tinha o apelido de Janoca; este era o nome da segunda esposa de Quinco Gonçalves. A passagem da Bahia para o Rio de Janeiro foi de segunda classe, em navio do Loyd Brasileiro, e não de avião. O jornal A CRUZ, de que foi Redator-Chefe por alguns anos, já deixou de circular faz algumas décadas. São as correções que venho sugerir, a bem da verdade. Grato a quem puder efetuar as correções. Vicente Francimar de Oliveira.


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