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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Grupo de expedição lavrense retorna ao interior da misteriosa Gruta do Boqueirão





Há praticamente 15 anos atrás um grupo de amigos se reuniu para desvendar os segredos por trás da Gruta no Boqueirão, a tal famosa Caverna do Boqueirão de Lavras da Mangabeira.


O grupo formado por Ivo Teles, Gilson, Ednardo Linhares, Professor Zé Ivan e Dr. Mirialdo Linhares, este ficou auxiliando fora da caverna com os cuidados médicos, há 15 anos entraram usando equipamentos menos sofisticados e percorreram uma distância de uns 1000 metros, mas desistiram a partir da segunda sala, quando não tinham mais visão e nem oxigênio para continuar.



A respeito do Boqueirão e suas lendas, é muito comum se ouvir histórias de fenômenos estranhos que ocorriam no local, salas ricamente atapetadas, mesas e altares com lindíssimas toalhas, baixelas de metal precioso e um carneiro de ouro viam-se, ali, em determinadas circunstâncias,  envolta com os encantamentos próprios das fantasias.



Dizia-se, por exemplo, que no fundo do poço, que é extenso e profundo, quando a água serenava, era visto um carneiro de ouro em pé sobre uma pedra, prenunciando ali haver um intenso cabedal subterrâneo.



Guiados pela curiosidade e as histórias que os mais velhos contam, eles entraram na caverna e alguns mitos foram desvendados, segundo o grupo na época. Por exemplo, eles encontraram as duas salas e em umas delas realmente existia no centro uma grande pedra em formato de mesa e outras que pareciam assentos e em cada sala uma porta que dava acesso a outras salas e corredores.



Na gruta só se pode chegar de balsas pelo poço e subir as pedras pela serra, o que dificulta ainda mais esta aventura e o transporte dos equipamentos.



Ivo Teles contou a nossa reportagem que um fato curioso aconteceu com seu anel de prata, ao sair da gruta ele estava brilhanco como se fosse de ouro.



O grupo se reuniu este ano e planejam voltar a Gruta do Boqueirão para uma nova expedição.



Provavelmente no início do mês Maio, em uma quarta-feira, essa equipe de expedição trocará o ruído e a claridade da superfície pelo silêncio e a escuridão da Gruta do Boqueirão.



Só que desta vez eles contaram com equipados mais modernos, com lanternas de cabeça, um gerador com mais potência que levará energia para iluminação a LED´s, usando botas e luvas especiais e máscara de oxigênio, tentarão explorar uma maior parte da caverna, ultrapassando os limites das duas salas com o intuído de desvendar novos mitos e ainda encontrar o Morcego cabeça vermelha que segundo estudiosos está em extinção e uma única espécie se encontra nas profundezas da gruta.



Nesta nova expedição o grupo formado por Ivo Teles, Professor Zé Ivan, Professor Júnior, Ednardo Linhares, que desta vez não entrará, mas ficará dando assistência de fora da caverna e outras pessoas que ainda faltam confirmar a presença, tentaram ultrapassar os mais de 1000 metros percorridos na última visita ao interior da gruta.



Com o auxilio de equipamentos mais sofisticados, Câmeras Digitais e Filmadoras os expedicionários poderão registrar imagens poucas conhecidas da caverna.



Por cima de pequenas e grandes pedras, atravessando um terreno perigoso e escorregadio, andando entre as fezes dos morcegos que ali residem, por muitas vezes agachados, os expedicionários tentarão chegar ao limite e desvendar o desconhecido.



A Gruta do Boqueirão ou a Caverna do Boqueirão, localiza-se no Município de Lavras da Mangabeira, estado do Ceará, a cinco quilômetros ao norte da sede do município.



O gruta do Boqueirão, como o próprio nome indica, é a garganta aberta, na serra homônima, pelo Jaguaribe-Mirim ou que, a cortou nos tempos das formações geográficas, com o volume das águas.



Formada por duas partes descomunais, aberta, na própria rocha, a referida garganta, que dá vazão, através do rio Salgado, a todas as águas fluentes do sul do estado do Ceará, tem uma altura de noventa e três metros e uma largura de quarenta, com poço permanente à época da estação seca.



No século XIX, como parte do projeto de combate a seca no Ceará, o Governo Imperial de D. Pedro II projetou a construção de um enorme reservatório no local.



Os estudos foram confiados ao engenheiro inglês Jules Jean Revy, que chegou a conclusão da inviabilidade do empreendimento, devido a diversos fatores, constantes do seu relatório, inclusive a fragilidade do rochedo nos encontros do muro e a dificuldade de se fazer um escoamento sobre a rocha sólida.



3 comentários:

  1. Vou ficar na expectativa das novas descobertas, pois muito me fascina os mitos, histórias ou estórias da ciatada caverna... e como promessa também aguardo o bondinho prometido pelo atual prefeito Dr. Tavinho, a começar pelo restante da pavimentação e a manta asfaltica que dá acesso ao local muito precária e fazer dalí um ponto turístico de verdade, inclusive com pousadas, etc...

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  2. eu tambem ja entrei la, nao mil metros mas sim uns 400 a 500 metros, com a ajuda de um massarico pra inluminar o caminho. mas por conta do guano dos morcegos e o odor insuportavel, nos desistimos. mas deu pra chegar ate esse salao com uma pedra no centro como se fosse uma sala de reunioes. eu pessoalmente fiquei impressionado.

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  3. Pela lógica, quero aqui, expor à minha opinião: por exemplo, se aos arredores da gruta de Ubajara, existe muitas cavernas que ligam as cidades circunvizinhas, com rajadas de ventos que vem , não se sabe de onde, por serem rios subterrâneos... Aqui em Lavras, também não seria diferente, ou para se saber ao certo, onde vai dá o orifício, bastaria bombear a água do poço para dentro da caverna, que ela encontraria a outra saída e limparia o trecho para se andar à vontade por dentro. Tenho quase certeza, de que a água quando estava no nível da caverna, descia por um rio subterrâneo pela caverna, então como disse os próprios engenheiros da época do império, que às rochas ali não são muito sólidas, a própria água com o peso das águas acumuladas na região sul do estado, forçou o desmoronamento e o leito do rio mudou para o que é hoje, deixando à caverna nas altura que é hoje e o rio salgado tomou outro rumo para desaguá no jaguaríbe como é hoje.

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