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segunda-feira, 17 de março de 2014

O Mareco virou mar - Quitaiús Lavras da Mangabeira-Ce




O MARECO VIROU MAR


O Sítio Mareco, localizado a 6 kms de Quitaiús, distrito de Lavras da Mangabeira-Ceará, antes formado de serras, baixios e bastante habitado, transformou-se em um mar de agua. Nesta casa (foto acima), localizada num morro residia o casal Vicente Matias e Maria do Carmo e no entorno seus 17 filhos (Paulino, Gregório, Matias, Geraldo, Manoel, José Otávio, Acilon, Expedita, Elisa, Josefa (Zeza), José (Zezito), Rosa, Francisco (Chico), Luzia (Lusa), Júlia, Maria e Doralice. Depois de adultos alguns foram morar em outras cidades do Ceará, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso.

Além desta casa e muitas outras, como também as benfeitorias existentes no Mareco, Rosa Velha, Ingazeira, e parte da Forquilha, já no limite do município de Caririaçu, localizadas as margens do Riacho do Rosário foram cobertas com agua do açude de Quitaiús, obra construída pelo governo do estado na localidade Aningas, próximo da área urbana do distrito.

O açude do Rosário, como é conhecido, inaugurado em 2001, mudou a história da região, trousse desenvolvimento econômico e social com seus quase 50 milhões de m3 d’água quando no nível máximo, destinadas ao consumo humano e animal, criação de peixe, cultivo de subsistência, implantação de pequenos projetos de irrigação, além de perenizar o riacho do rosário até desembocar no Rio Salgado, em Lavras da Mangabeira.

Até meus 20 anos, desses, sete fui aluno interno do Colégio Agrícola de Lavras, ondei cursei o antigo ginasial e o curso técnico, convivi com as dificuldades de morar em Quitaius. Agua para consumo humano e animal só no velho açude, hoje sem uso e já tomado por habitações, e nos poços dos torrões. Viajar para Lavras e Juazeiro do Norte era uma aventura, transportes em caminhões pau de arara em estradas de terras, sem conservação. A feira livre acontecia aos domingos e se limitava ao mercadinho público, hoje desativado. Naquela época, as pessoas vinham dos sítios à cavalo, amarravam os animais na rua mesmo até a hora de retornar para suas localidades. Hoje tem um dos maiores açudes do estado e uma rodovia que liga a Juazeiro do Norte e a capital Fortaleza e, consequentemente, ao resto do mundo.

O Quitaiús das famílias Maia, Oliveira, Alves, Brito, Gonçalves, Torquato, Firmo, Lima e muitas outras, é o 3ª distrito mais populoso de Lavras da Mangabeira com 4.378 habitantes e só não é mais populoso devido erros do IBGE que computou a população de várias localidades, como, Juá, Emas, Unha de Gato, Riacho da Areia, como fosse do distrito de Mangabeira e Cajazeiras e Baixio como fosse de Iborepi. Por isso não se enquadra nos critério de se transformar em município.


A ONG AMEMQUITAIUS, criada e comandada pelo professor Raimundo Rocha Lima (nenzão), que batalha pela emancipação de Quitaius, precisa ser fortalecida. A área do distrito que era 171 Km2, passou através de Lei, para 235 Km2, a população de direito precisa ser reconhecida, a prefeitura está reativando a velha agencia dos correios, asfaltou algumas ruas, melhorando assim sua infraestrutura. Aos poucos Quitaiús vai se enquadrando nos critérios mínimo de se emancipar, mas falta o povo se mobilizar, se unir em torno da causa, cobrar mais de seus representantes Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal e no Senado para a importante conquista que é se desmembrar de Lavras. Portanto, se juntem a associação e lutem por um Quitaiús melhor e independente.



Fonte: Adail Brito, filho de Quitaiús, ex-aluno do CALMA)

Matéria publicada no JORNAL DE MIRADOR

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